Neste texto, tento explicar meu ponto de vista sobre como encarar pessoas que, por vezes, magoam ou ferem seu próximo ou a sociedade como um todo.
Muito se argumenta sobre a eficácia das leis e seus efeitos. Meios de aprimorar o sistema para a melhoria da sociedade, etc... Porém, observando comumente como o assunto é conduzido, noto um sentimento de "ódio", onde, é mais fácil encontrar argumentos que visam "ferir quem feriu" do que "ajudar quem feriu e quem foi ferido". O real objetivo de alavancar a sociedade soa em segundo plano.
Tento comparar essas pessoas, que “magoam ou ferem seu próximo”, a crianças. Pois, na pequenez, é comum notar atitudes impensadas, e até mesmo agressivas e desequilibradas em certos casos. Se, por algum motivo, uma criança lhe agredir você desenvolveria raiva da mesma? Certamente que não, pois, compreenderia que essas atitudes são reflexos de sua atual condição de imaturidade. A criança não possui consciência plena de suas ações e reações, seus atos e consequencias, sua noção da realidade vai se firmando aos poucos, mediante sua capacidade de absorção.
Assim sendo, vejo nossos semelhantes enraizados no crime, e na falta de sensibilidade para com o todo, como crianças que ainda não tem consciência plena de seus atos. Merecedoras de compaixão, de nossa ajuda e de nossos mais ardentes votos para que cresçam moralmente e evoluam seus conceitos.
Outro exemplo que julgo ser pertinente: Se seu filho estivesse roubando, o que você faria? Iria castigá-lo, condená-lo? Ou tentaria com todo o seu amor de pai/mãe, lhe transmitir conceitos educativos, desenvolver sua moral, para que tenha maior ciência de suas atitudes e efeitos, para ser uma pessoa honesta, digna, de bem?
Estaríamos na elevada condição daquele que pode analisar um acontecimento através de todos os ângulos?
É claro que a medida punitiva ainda se faz necessária, quando os conceitos elucidativos/educativos prestados aos indivíduos não surtem efeitos.
Raramente saberemos ao certo os fatos que desencadearam atitudes lamentáveis de um ser para com o outro. Nem todos possuem condições mínimas (materiais e morais) para construir com firmeza os alicerces de suas vidas, e por vezes sucumbem, não há gráfico que mostre os limites de uma pessoa e quanto ela deve (consegue) suportar as adversidades ao seu redor. Tais fatores são muitas vezes esquecidos na análise de uma situação.
Pensemos com carinho sobre o assunto.


